48 anos depois continua a ser lembrado
- Comissão Histórica
- 25 de nov. de 2023
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A Revolução de 25 de abril de 1974, marca o início da vida democrática em Portugal. O golpe militar conduzido pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) põe termo ao regime autoritário do Estado Novo abrindo caminho para a resolução do problema da guerra colonial e para a democratização e o desenvolvimento do país.
O período pós revolucionário é traçado por um clima de tensão de seis governos provisórios entre maio de 1974 e julho de 1976. Após vários adiantamentos, o Pacto MFA/Partidos, pelo qual os partidos políticos se comprometem a respeitar no texto constitucional o poder do MFA na condução da vida política portuguesa, viabiliza a realização das eleições para a Assembleia Constituinte no dia 25 de abril de 1975. Após as mesmas, acentuaram-se as divergências entre os diferentes projetos políticos, sendo que nos meses seguintes, o país assistiria a uma série de episódios de violência por parte de duas tendências: os defensores da “via revolucionária” e os defensores do “modelo europeu de democracia”. A ameaça de uma guerra civil era real.
A 12 de novembro de 1975, uma manifestação constituída, maioritariamente, por trabalhadores da construção civil em luta pela assinatura do contrato coletivo de trabalho, cerca o Palácio de São Bento, onde decorre os trabalhos da Assembleia Constituinte. Com a recusa do Ministério do Trabalho em atendê-los, a manifestação mobilizou-se contra o VI Governo Provisório. O governo entra em greve por falta de condições para exercer o seu mandato, a 20 de novembro. O golpe de 25 de novembro foi o ponto culminante desse período de instabilidade. O conflito envolveu confrontos armados em várias partes do país, com unidades militares opostas a lutar pelo controlo de pontos estratégicos. As razões para o golpe eram complexas e envolviam disputas ideológicas e de poder dentro do espectro político português pós revolucionário. A revolta, acabou por ser frustrada pelos militares que se encontravam com o «Grupo dos Nove», apoiados por um plano militar liderado por Ramalho Eanes.
No 25 de novembro de 1975, as Forças Armadas e as principais forças políticas afetas ao ideário democrático deram tradução ao sentimento que, maioritariamente, existia na sociedade: o país fazer o caminho rumo à democracia que tinha sido aberto a 25 de abril de 1974. O 25 de novembro de 75, abriu o caminho para a normalização democrática.




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