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46 anos depois continua a ser lembrado

  • Foto do escritor: Comissão Histórica
    Comissão Histórica
  • 18 de fev. de 2024
  • 1 min de leitura

No dia 18 de fevereiro de 1978, ocorreu um evento significativo: os corpos de 32 antifascistas portugueses que faleceram no Campo de Concentração do Tarrafal foram transferidos de Cabo Verde para serem sepultados no Mausoléu Memorial, localizado no cemitério do Alto de São João, em Lisboa. Esta cerimónia não foi apenas um ato solene, pois contou com a presença da comunidade lisboeta, familiares e representantes de organizações políticas e sindicais, que se uniram numa manifestação de homenagem e no cortejo fúnebre destes presos políticos antifascistas. 



O golpe de Estado ocorrido em 28 de maio de 1926 instaurou em Portugal um regime de ocupação militar e policial, caracterizado por opressão, repressão e exploração, denominado "Estado Novo", cujo mentor principal foi Salazar. Uma das manifestações mais cruéis dessa violência repressiva foi a criação do Campo de Concentração do Tarrafal, localizado na Ilha de Santiago, em Cabo Verde. 


As condições de vida no Tarrafal eram extremamente adversas e desumanas, sendo o local conhecido como o "Campo da Morte Lenta". Os presos eram submetidos a um regime degradante, com falta de higiene nas celas, precárias condições de saúde, alimentação insuficiente ou mesmo inexistente, trabalhos forçados e frequentes maus-tratos e torturas. 


O fascismo em Portugal desenvolveu características próprias, moldadas pela realidade socioeconómica do país e pela falta de apoio popular. Tratava-se de uma ditadura que empregava a repressão como meio de instilar um clima de terror na população. É fundamental não esquecer a natureza do fascismo, os seus métodos e crimes. É dever de todos que aspiram a um futuro livre de sombras tão obscuras como aquelas lançadas pela política fascista na história do século XX.



 
 
 

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