116 anos depois continua a ser lembrado
- Comissão Histórica
- 1 de fev. de 2024
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O Regicídio em Portugal, ocorrido em 1 de fevereiro de 1908, foi um episódio marcante na história do país que teve profundas repercussões políticas. Naquele fatídico dia, o Rei D. Carlos e o Príncipe Real, D. Luís Filipe, foram alvos de um atentado enquanto se deslocavam numa carruagem pelas ruas de Lisboa.
O contexto que envolveu o Regicídio era caracterizado por um clima de crescente agitação política e social. A monarquia portuguesa enfrentava desafios significativos, incluindo o descontentamento popular, a instabilidade económica e a forte oposição dos republicanos, que defendiam a substituição do regime monárquico por uma forma de governo mais democrática. Os perpetradores do regicídio eram membros de um grupo republicano radical conhecido como Carbonária, que visava o derrube da monarquia. O atentado resultou na morte imediata de D. Luís Filipe e, posteriormente, na morte de D. Carlos, que não resistiu aos ferimentos. A tragédia abalou não apenas a família real, mas também toda a estrutura monárquica.
As consequências do regicídio foram profundas e aceleraram o declínio da monarquia portuguesa. Com a ascensão de Dom Manuel II ao trono, o país enfrentou um período de instabilidade política crescente. O descontentamento popular alimentado pelo regicídio e a pressão republicana culminaram na Revolução de 1910, que resultou na proclamação da República Portuguesa em 5 de outubro daquele ano.
O Regicídio de 1908, portanto, não apenas representou uma tragédia pessoal para a família real, mas também desencadeou um processo irreversível que levou à queda da monarquia e à instauração de uma nova forma de governo em Portugal. A República trouxe consigo mudanças profundas na estrutura política e social do país, marcando uma nova era na história portuguesa.




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